Relato Pedalli com a Mari 2014

4 de Setembro de 2014 4 minutos para ler

Eram apenas 4:30 da manhã de domingo, mas já estávamos levantando da cama para nos preparar para aquele que seria o Pedal da Mari mais épico até o momento.

É muito bom pedalar neste horário dentro da cidade, pois a temperatura é agradável e não há movimento algum de carros. Inclusive os poucos carros que passaram por nós estavam justamente indo para o mesmo destino que o nosso. Desta vez resolvemos ir na van do Vittorio pela comodidade e tranquilidade.

Em Itajaí estávamos aproximadamente 650 ciclistas esperando a largada de mais uma edição do pedal “Do litoral ao rural: o mar quer te ver pedalar”, circuito que passa pelo litoral catarinense nas cidades de Itajaí, Balneário Camboriú e no interior de Camboriú.

Tiramos a foto oficial em frente à gigante catedral de Itajaí que ficou pequena no meio de tanta bicicleta. Não havia câmera que pudesse capturar uma única imagem de todos.

Diferente do ano passado, desta vez a organização nos levou ao farol de Itajaí onde mais uma vez paramos para registrar uma belíssima imagem dos centenas de ciclistas enfileirados por toda a extensão do molhe.

Chega de fotos e ritmo de passeio ciclístico, deste ponto em diante as paradas foram menos constantes e o ritmo foi aumentando aos poucos.

Eramos um grupo tão grande que conseguimos interditar a única estrada que leva à Warung, local de festas de frente para o mar. Eram 09:30 e havia um grupo grande de pessoas saindo dos eventos em seus carros. Deram azar, pois tiveram que ter muita paciência e esperar este banco de loucos que não tem nada para fazer no domingo e resolver sair para pedalar em grupo. Se diariamente são os carros que param o trânsito, é de nosso direito também parar o trânsito uma vez outra. Logo mais a frente chegamos no trecho que era preciso descer da bike e carregá-la pela areia para atravessar um rio que cortava a estrada. Este era um dos locais de ouro para os fotógrafos e suas lentes.

Em seguida iniciamos a subida do morro da Rainha que dá acesso à grande Balneário Camboriú. A subida não foi tão difícil, pois apesar de longa, possui baixa inclinação. No momento que estávamos subindo a pista contrária já estava bloqueada — o que também ajudou bastante. Se a subida foi fácil, pensa na descida. Taca-lhe pau galera!

O primeiro ponto de parada oficial com direito a uma mesa de frutas foi no mirante da praia do pinho — famosa praia de nudismo da região. A parada foi rápida mas suficiente para se hidratar e saborear algumas frutas. Não muito longe dali estava um dos maiores desafios do dia, a subida de quase 140 metros na praia do estaleiro. Com muito esforço consegui subir sem ter que empurrar a bike. Esta foi mais mais uma prova de que os treinos no mirante de Joinville tem surtido efeito.

Seguimos de volta na direção para Balneário Camboriú e então entramos no trecho de estrada de chão. Alguns metros a dentro e um boi decide se juntar ao pedal, forçando o grupo a se separar. Não sei quem estava com mais medo, se era o boi ou os ciclistas. Deste ponto em diante sofremos bastante com o calor. Era quase meio-dia, o sol e a falta de vento estava nos maltratando em pleno inverno. O trajeto de estrada de chão era longo, foram quase 20km desde o início até o ponto de local do almoço. Para ajudar o trecho era composto de subida muito chata, pois apesar de pouco inclinada, era bastante constante, haviam poucos trechos planos.

O almoço foi em um lugar que eu já não lembro mais o nome. Foi o mesmo local do ano passado, porém desta vez haviam muito mais atrativos. Eram expositores, tatuadores, banda ao vivo, propagandas e amostras grátis de suplementos. O retorno sempre é mais tranquilo, sem muitos desafios. Tirando apenas o trecho onde havia bastante areia fofa, dificultando a estabilidade da bike e provocando algumas ‘areiaplanagem’.

O evento tomou uma proporção muito maior que as edições passados, percebe-se isto tanto pelo público quanto pela qualidade impecável da organização. Me parece que cada vez mais a Mari está conseguindo juntar mais e mais pessoas. Isto é ótimo para a divulgação do cicloturismo e do uso da bike como meio de esporte, lazer e mobilidade. Espero que tenhamos muitos mais eventos como este.

Desta vez consegui levar a Daina junto, o que me deixou muito feliz por poder compartilhar este momento fantástico ao lado da pessoa que amo e que me ensinou a andar de bicicleta.

Viu, quem mandou me ensinar, agora aguenta, pois vou te levar junto em todos os passeios.

Um pouco do que consegui capturar do evento:

Percurso no Garmin: